Parque Nacional de Anavilhanas
No PNA ocorre a formação geológica Alter do Chão, unidade da Bacia Sedimentar do Amazonas. Está inserida no domínio Amazônico, sendo as Florestas Ombrófila Densa e Aluvial os tipos vegetacionais predominantes, localmente, chamadas de floresta de terra firme, caatinga-igapó ou igapó, respectivamente. Além dessas, também é encontrada nos limites do PNA a vegetação de campinarana, com diferentes faciações, desde gramíneo-lenhosa à florestada. No PNA foram levantadas cerca de 2300 amostras, pertencentes a 614 espécies de plantas vasculares (sendo 590 de Angiospermas, uma Gimnosperma, e 23 Samambaias e Licófitas).
O histórico de coleções botânicas no baixo rio Negro remonta aos séculos XVIII, com o naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, e XIX, com destaque para Richard Spruce. No início do século XX pode-se citar coletores como A. Ducke, M.F. Silva, K. Kubitzki, S. Mori, P.L.B. Lisbôa, e M.E. Medri. Após a criação da UC as coletas se intensificaram, podendo-se citar coletores como F.M.M. Magalhães, L.A.G. Souza, M.G.G. Vieira, L.G. Lohmann, M.L.B. Paciencia, M.S. Galvanese, e A.A. Oliveira. As coleções estão depositadas principalmente no herbário INPA, seguido do NY, MO, SPF e UNIP. No entanto, apesar do longo histórico de coletas na área do que é hoje o PNA, a maior parte do esforço amostral restringe-se aos igapós e ilhas do arquipélago. O incremento de coletas, sobretudo nas florestas de terra firme – que ocupam a maior parte do PNA e detém a maior parcela da diversidade – certamente irão ampliar o número de espécies dessa Unidade de Conservação.