Parque Nacional da Serra da Capivara
O Parque Nacional da Serra da Capivara (PNSC) é uma unidade de conservação federal de proteção integral criada em 5 de junho de 1979 pelo Decreto Federal nº 83.548, com 100.765 ha, inserida na Caatinga. O parque abrange os municípios de João Costa, Coronel José Dias, São Raimundo Nonato e Brejo do Piauí. Predominam formações de caatinga arbórea e arbustiva, além de enclaves florestais, classificadas pelo IBGE (2026) como Savana-Estépica e Áreas de Contato.
A criação do PNSC foi impulsionada por sua relevância arqueológica, concentrando o maior conjunto de sítios pré-históricos das Américas com pinturas rupestres. Destaca-se a arqueóloga Niéde Guidon, que defendeu sua criação considerando o patrimônio arqueológico, a biodiversidade e o potencial turístico da região. Em 1986 foi criada a Fundação do Homem Americano (FUMDHAM), parceira na pesquisa e gestão do parque. Em 1990, o Decreto Federal nº 99.143 declarou cerca de 35.000 ha de vegetação nativa contígua ao PNSC como Área de Proteção Permanente (APP), abrangendo Serra Vermelha/Angical (8.500 ha), Serra do Cumbre/Chapada da Pedra Hume (18.500 ha) e Serra da Capivara/Baixão das Andorinhas (8.000 ha). Embora externas ao parque, essas áreas reforçam a proteção de seus ecossistemas. O PNSC foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO (1991) e tombado pelo IPHAN (1993). Na região estão o Museu do Homem Americano (1994) e o Museu da Natureza (2018). Desde 2005, o PNSC integra o Mosaico Capivara-Confusões com o Parque Nacional da Serra das Confusões e o corredor ecológico entre as unidades, consolidado com a criação da ESEC Estadual Chapada da Serra Branca em 2008.
Laure Emperaire foi a principal coletora botânica do PNSC, com espécimes depositados principalmente nos herbários IPA e TEPB entre 1979 e 1985, que subsidiaram estudos de referência sobre a vegetação do Piauí (Emperaire 1989). No fim da década de 1990, Jesus R. Lemos realizou levantamentos florísticos e fitossociológicos (UFP), enquanto Carlos A. R. Matrangolo (PEUFR) e Antonio C. de A. Moura (JPB) pesquisaram interações inseto-planta e ecologia de primatas entre 1998 e 2002. Levantamentos florísticos de 2022 (Sousa, Oliveira e Soares 2025) ampliaram o conhecimento sobre a flora do parque, mas seus registros não foram incorporados a este checklist, pois a validação taxonômica exigia vouchers digitalizados, indisponíveis durante a compilação. Em 2025, Gustavo Martinelli tornou-se o segundo maior coletor do parque, com amostras de expedições do projeto GEF Terrestre (CNCFlora) depositadas no RB.
O checklist reúne 300 espécies, sendo 296 angiospermas e 4 samambaias e licófitas. Embora estudos sejam realizados no PNSC desde 1971, o conhecimento sobre sua flora permanece em constante construção. Este inventário reúne e consolida informações provenientes de múltiplos herbários, contribuindo para o avanço do conhecimento florístico do parque e oferecendo subsídios para pesquisas futuras e ações de conservação.
A criação do PNSC foi impulsionada por sua relevância arqueológica, concentrando o maior conjunto de sítios pré-históricos das Américas com pinturas rupestres. Destaca-se a arqueóloga Niéde Guidon, que defendeu sua criação considerando o patrimônio arqueológico, a biodiversidade e o potencial turístico da região. Em 1986 foi criada a Fundação do Homem Americano (FUMDHAM), parceira na pesquisa e gestão do parque. Em 1990, o Decreto Federal nº 99.143 declarou cerca de 35.000 ha de vegetação nativa contígua ao PNSC como Área de Proteção Permanente (APP), abrangendo Serra Vermelha/Angical (8.500 ha), Serra do Cumbre/Chapada da Pedra Hume (18.500 ha) e Serra da Capivara/Baixão das Andorinhas (8.000 ha). Embora externas ao parque, essas áreas reforçam a proteção de seus ecossistemas. O PNSC foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO (1991) e tombado pelo IPHAN (1993). Na região estão o Museu do Homem Americano (1994) e o Museu da Natureza (2018). Desde 2005, o PNSC integra o Mosaico Capivara-Confusões com o Parque Nacional da Serra das Confusões e o corredor ecológico entre as unidades, consolidado com a criação da ESEC Estadual Chapada da Serra Branca em 2008.
Laure Emperaire foi a principal coletora botânica do PNSC, com espécimes depositados principalmente nos herbários IPA e TEPB entre 1979 e 1985, que subsidiaram estudos de referência sobre a vegetação do Piauí (Emperaire 1989). No fim da década de 1990, Jesus R. Lemos realizou levantamentos florísticos e fitossociológicos (UFP), enquanto Carlos A. R. Matrangolo (PEUFR) e Antonio C. de A. Moura (JPB) pesquisaram interações inseto-planta e ecologia de primatas entre 1998 e 2002. Levantamentos florísticos de 2022 (Sousa, Oliveira e Soares 2025) ampliaram o conhecimento sobre a flora do parque, mas seus registros não foram incorporados a este checklist, pois a validação taxonômica exigia vouchers digitalizados, indisponíveis durante a compilação. Em 2025, Gustavo Martinelli tornou-se o segundo maior coletor do parque, com amostras de expedições do projeto GEF Terrestre (CNCFlora) depositadas no RB.
O checklist reúne 300 espécies, sendo 296 angiospermas e 4 samambaias e licófitas. Embora estudos sejam realizados no PNSC desde 1971, o conhecimento sobre sua flora permanece em constante construção. Este inventário reúne e consolida informações provenientes de múltiplos herbários, contribuindo para o avanço do conhecimento florístico do parque e oferecendo subsídios para pesquisas futuras e ações de conservação.