Refúgio de Vida Silvestre de Maricá
O Refúgio de Vida Silvestre de Maricá (REVISMAR) é uma Unidade de Conservação (UC) de Proteção Integral, inserida no bioma da Mata Atlântica, no Estado do Rio de Janeiro. Localizado estrategicamente no município de Maricá, o refúgio abrange o complexo montanhoso que circunda o município e seus distritos, estendendo-se por altitudes de até 890 metros. A UC atua como divisor geográfico e corredor ecológico vital entre o litoral maricaense e as bacias hidrográficas adjacentes.
Com uma área de aproximadamente 9.033 hectares (90 km²), o REVISMAR compreende cerca de 25% do território municipal. A UC foi criada pela Lei Municipal n° 2.368, de 16/05/2011, com o nome de Refúgio Municipal de Vida Silvestre das Serras de Maricá. Seu principal objetivo é proteger ambientes naturais e assegurar condições para a existência e reprodução de espécies da fauna e flora, tanto residentes quanto migratórias. Sendo UC de Proteção Integral, o REVISMAR está sujeito normas rigorosas de conservação, voltadas à proteção da biodiversidade e à proibição de atividades, como alteração do curso de rios, corte de árvores sem autorização e uso de fogo. Em 23/09/2013, a Lei n° 2.466 redefiniu os limites terrestres e marinhos na região de Ponta Negra, incorporou as Ilhas Maricá e estabeleceu a denominação atual.
A saúde do ecossistema marinho de Maricá é intrinsecamente dependente da preservação das serras. Os rios e nascentes protegidos transportam matéria orgânica e água doce essenciais para o complexo lagunar, que se comunica com o oceano através de canais. Esse fluxo hídrico é fundamental para a manutenção dos estuários, que funcionam como ¨berçários¨ para inúmeras espécies marinhas juvenis. O maior número de táxons de macroalgas registrado no município de Maricá foi reportado para Jaconé (95), seguido por Ponta Negra (64) (Brasileiro et al., 2009). Estes dados foram obtidos principalmente de um levantamento exaustivo pelo pesquisador Gilberto M. Amado-Filho realizado em 1991, no seu mestrado, intitulado: ¨Algas marinhas bentônicas do litoral de Saquarema a Itacoatiara (RJ)¨.
A biodiversidade ficológica do REVISMAR é composta por 105 espécies, revelando uma riqueza biológica significativa para a região. Essa flora marinha é representada por uma predominância de rodófitas (64 espécies), seguidas por clorófitas (23 espécies) e feofíceas (18 espécies). Dentre essas espécies, 38 possuem vouchers depositados no Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: rodófitas (19 espécies), clorófitas (12 espécies) e feofíceas (7 espécies). A listagem aqui apresentada foi revisada e atualizada de acordo com Guiry & Guiry (2026), e levantando em consideração táxons revisados por estudos taxonômicos moleculares recentes e validados.
Esta UC enfrenta pressões constantes decorrentes da expansão urbana desordenada, do risco de incêndios florestais e da caça ilegal. Sua gestão, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Maricá, busca mitigar os impactos por meio de fiscalização e de projetos de educação ambiental, ecobike, Espraiado de Portas Abertas e Transmaricá. A manutenção do REVISMAR é estratégica não apenas por abrigar grande biodiversidade, mas também por desempenhar papel importante na amenização do clima local, manutenção da estabilidade das encostas, regulação de cheias e preservação da beleza cênica que atrai visitantes e valoriza as propriedades da região.
Agradecemos à Loan Barros da Costa, gestor do REVISMAR, junto à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Maricá, pelos dados fornecidos. Agradecemos também à equipe do Projeto SIG@S Maricás, da Firjan SENAI, iniciativa socioambiental viabilizada pelo Programa Petrobras Socioambiental, que, gentilmente, cedeu as fotos do seu Banco de Imagens, para utilização nesta publicação.
Lista de macroalgas marinhas do Refúgio de Vida Silvestre de Maricá sem registro em herbário
Com uma área de aproximadamente 9.033 hectares (90 km²), o REVISMAR compreende cerca de 25% do território municipal. A UC foi criada pela Lei Municipal n° 2.368, de 16/05/2011, com o nome de Refúgio Municipal de Vida Silvestre das Serras de Maricá. Seu principal objetivo é proteger ambientes naturais e assegurar condições para a existência e reprodução de espécies da fauna e flora, tanto residentes quanto migratórias. Sendo UC de Proteção Integral, o REVISMAR está sujeito normas rigorosas de conservação, voltadas à proteção da biodiversidade e à proibição de atividades, como alteração do curso de rios, corte de árvores sem autorização e uso de fogo. Em 23/09/2013, a Lei n° 2.466 redefiniu os limites terrestres e marinhos na região de Ponta Negra, incorporou as Ilhas Maricá e estabeleceu a denominação atual.
A saúde do ecossistema marinho de Maricá é intrinsecamente dependente da preservação das serras. Os rios e nascentes protegidos transportam matéria orgânica e água doce essenciais para o complexo lagunar, que se comunica com o oceano através de canais. Esse fluxo hídrico é fundamental para a manutenção dos estuários, que funcionam como ¨berçários¨ para inúmeras espécies marinhas juvenis. O maior número de táxons de macroalgas registrado no município de Maricá foi reportado para Jaconé (95), seguido por Ponta Negra (64) (Brasileiro et al., 2009). Estes dados foram obtidos principalmente de um levantamento exaustivo pelo pesquisador Gilberto M. Amado-Filho realizado em 1991, no seu mestrado, intitulado: ¨Algas marinhas bentônicas do litoral de Saquarema a Itacoatiara (RJ)¨.
A biodiversidade ficológica do REVISMAR é composta por 105 espécies, revelando uma riqueza biológica significativa para a região. Essa flora marinha é representada por uma predominância de rodófitas (64 espécies), seguidas por clorófitas (23 espécies) e feofíceas (18 espécies). Dentre essas espécies, 38 possuem vouchers depositados no Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro: rodófitas (19 espécies), clorófitas (12 espécies) e feofíceas (7 espécies). A listagem aqui apresentada foi revisada e atualizada de acordo com Guiry & Guiry (2026), e levantando em consideração táxons revisados por estudos taxonômicos moleculares recentes e validados.
Esta UC enfrenta pressões constantes decorrentes da expansão urbana desordenada, do risco de incêndios florestais e da caça ilegal. Sua gestão, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Maricá, busca mitigar os impactos por meio de fiscalização e de projetos de educação ambiental, ecobike, Espraiado de Portas Abertas e Transmaricá. A manutenção do REVISMAR é estratégica não apenas por abrigar grande biodiversidade, mas também por desempenhar papel importante na amenização do clima local, manutenção da estabilidade das encostas, regulação de cheias e preservação da beleza cênica que atrai visitantes e valoriza as propriedades da região.
Agradecemos à Loan Barros da Costa, gestor do REVISMAR, junto à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Maricá, pelos dados fornecidos. Agradecemos também à equipe do Projeto SIG@S Maricás, da Firjan SENAI, iniciativa socioambiental viabilizada pelo Programa Petrobras Socioambiental, que, gentilmente, cedeu as fotos do seu Banco de Imagens, para utilização nesta publicação.
Lista de macroalgas marinhas do Refúgio de Vida Silvestre de Maricá sem registro em herbário
| Filo | Família | Gênero | Epíteto específico | Referência |
|---|---|---|---|---|
| Chlorophyta | Bryopsidaceae | Bryopsis | pennata | 2 |
| Chlorophyta | Bryopsidaceae | Bryopsis | plumosa | 2 |
| Chlorophyta | Cladophoraceae | Chaetomorpha | brachygona | 2 |
| Chlorophyta | Cladophoraceae | Cladophora | coelothrix | 1 |
| Chlorophyta | Cladophoraceae | Rama | rupestris | 2 |
| Chlorophyta | Cladophoraceae | Willeella | brachyclados | 1 |
| Chlorophyta | Caulerpaceae | Caulerpa | fastigiata | 1 |
| Chlorophyta | Ulvaceae | Ulva | flexuosa | 1 |
| Chlorophyta | Ulvaceae | Ulva | linza | 1 |
| Chlorophyta | Ulvaceae | Ulva | paradoxa | 2 |
| Chlorophyta | Ulvellaceae | Ulvella | viridis | 1 |
| Ochrophyta | Acinetosporaceae | Feldmannia | irregularis | 1 |
| Ochrophyta | Acinetosporaceae | Feldmannia | mitchelliae | 1 |
| Ochrophyta | Bachelotiaceae | Bachelotia | antillarum | 1 |
| Ochrophyta | Chordariaceae | Elachistiella | leptonematoides | 2 |
| Ochrophyta | Dictyotaceae | Dictyopteris | delicatula | 1 |
| Ochrophyta | Dictyotaceae | Padina | tetrastromatica | 1 |
| Ochrophyta | Neoralfsiaceae | Neoralfsia | expansa | 2 |
| Ochrophyta | Sargassaceae | Sargassum | natans | 2 |
| Ochrophyta | Scytosiphonaceae | Chnoospora | minima | 1 |
| Ochrophyta | Scytosiphonaceae | Petalonia | fascia | 2 |
| Ochrophyta | Sphacelariaceae | Sphacelaria | brachygonia | 1 |
| Rhodophyta | Acrochaetiaceae | Acrochaetium | flexuosum | 2 |
| Rhodophyta | Acrochaetiaceae | Acrochaetium | globosum | 2 |
| Rhodophyta | Acrochaetiaceae | Acrochaetium | microscopicum | 1 |
| Rhodophyta | Bangiaceae | Neoporphyra | spiralis | 1 |
| Rhodophyta | Bangiaceae | Neoporphyra | spiralis var. amplifolia | 2 |
| Rhodophyta | Bangiaceae | Phycocalidia | acanthophora | 1 |
| Rhodophyta | Callithamniaceae | Aglaothamnion | felipponei | 2 |
| Rhodophyta | Callithamniaceae | Gymnothamnion | elegans | 2 |
| Rhodophyta | Callithamniaceae | Spyridia | hipnoides | 1 |
| Rhodophyta | Ceramiaceae | Ceramium | diaphanum | 2 |
| Rhodophyta | Ceramiaceae | Ceramothamnion | vagans | 1 |
| Rhodophyta | Ceramiaceae | Gayliella | dawsonii | 2 |
| Rhodophyta | Ceramiaceae | Pseudoceramium | tenerrimum | 2 |
| Rhodophyta | Champiaceae | Champia | feldmannii | 2 |
| Rhodophyta | Champiaceae | Champia | vieillardii | 2 |
| Rhodophyta | Champiaceae | Gastroclonium | parvum | 1 |
| Rhodophyta | Chordariaceae | Kuetzingiella | elachistiformis | 1 |
| Rhodophyta | Corallinaceae | Arthrocardia | flabellata | 1 |
| Rhodophyta | Corallinaceae | Corallina | officinalis | 2 |
| Rhodophyta | Corallinaceae | Jania | rubens | 2 |
| Rhodophyta | Cystocloniaceae | Hypnea | pseudomusciformis | 1 |
| Rhodophyta | Cystocloniaceae | Hypnea | spinella | 2 |
| Rhodophyta | Erythrotrichiaceae | Erythrotrichia | carnea | 2 |
| Rhodophyta | Erythrotrichiaceae | Sahlingia | subintegra | 2 |
| Rhodophyta | Gelidiaceae | Gelidium | floridanum | 2 |
| Rhodophyta | Gelidiaceae | Gelidium | pusillum | 2 |
| Rhodophyta | Gigartinaceae | Chondracanthus | acicularis | 1 |
| Rhodophyta | Halymeniaceae | Cryptonemia | seminervis | 2 |
| Rhodophyta | Hildenbrandiaceae | Hildenbrandia | rubra | 1 |
| Rhodophyta | Lithophyllaceae | Amphiroa | beauvoisii | 2 |
| Rhodophyta | Lithophyllaceae | Amphiroa | fragilissima | 2 |
| Rhodophyta | Lomentariaceae | Lomentaria | rawitscheri | 2 |
| Rhodophyta | Phyllophoraceae | Gymnogongrus | griffithsiae | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Bostrychia | radicans | 1 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Bostrychia | tenella | 1 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Chondria | polyrhiza | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Herposiphonia | tenella | 1 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Herposiphonia | secunda | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Melanothamnus | ferulaceus | 1 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Ophidocladus | simpliciusculus | 1 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Polysiphonia | decussata | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Symphyocladiella | spinifera | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Wilsonosiphonia | howei | 2 |
| Rhodophyta | Rhodomelaceae | Xiphosiphonia | pennata | 2 |
| Rhodophyta | Stylonemataceae | Stylonema | alsidii | 2 |